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Acesso em 24/06/2022 às 20h29.

Questões ambientais são discutidas no segundo dia da Soeaa

23 de agosto de 2006, às 3h56 - Tempo de leitura aproximado: 1 minuto

As questões de interesse da área de engenharia ambiental foram alvo de debates no segundo dia de programação da 63ª SOEAA, na última terça-feira (22), na cidade de Maceió. As conferências aconteceram na sala 05, versando sobre temas como “O papel da engenharia ambiental na sociedade e suas inovações”, “Análise de Agrotóxicos”, e “O custo da oferta de água no sertão nordestino”, provocando uma calorosa discussão entre os participantes.
Um dos temas mais empolgantes foi a “Análise dos Agrotóxicos”, que teve como conferencista o engenheiro agrônomo e florestal, Sebastião Pinheiro, pesquisador da UFRS, um dos principais estudiosos da agricultura orgânica do país. Sebastião foi ferrenho em sua crítica ao uso indiscriminado de agrotóxicos na agricultura mundial.
“Quando se fala sobre o resíduo de agrotóxicos nos alimentos ou no meio ambiente, devemos perguntar a quem interessa esses resíduos, porque a quem defende o ambiente não interessa o resíduo, a quem come o alimento tão pouco quer comer veneno. Mas sim, a quem fabrica o veneno, um negócio que representa 30 bilhões de dólares e envolve uma meia dúzia de empresas”, dispara Sebastião.
Para Sebastião Pinheiro, a tolerância dos resíduos nos alimentos é uma forma encontrada pelas indústrias para “não ir para a cadeia, e para isso contam com o apoio de organismos internacionais, como as Nações Unidas e a FAL”. Ele atesta que vos níveis de produção não tem nada a ver com o uso dos agrotóxicos, e sim com a fertilidade da terra e as tecnologias empregadas pelos agricultores. “Hoje nós temos no Rio Grande do Sul uma queda de uso de veneno gigantesca na agricultura e não caiu a produção. Ao contrário a produção cresceu”, garante.
A programação ainda teve a palestra do engenheiro ambiental João Gomes, falando sobre “O papel da engenharia ambiental na sociedade e suas inovações”; a do professor Walmir de Albuquerque, da UFAL, sobre “O custo da oferta de água no sertão nordestino”.