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Acesso em 29/11/2022 às 15h26.

Mulheres mostram contribuição feminina para um mundo melhor

23 de agosto de 2006, às 4h05 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Discutir as contribuições das mulheres da área tecnológica para um mundo melhor. Foi assim que a enga. Agrônoma Maria Higina, coordenadora do Fórum da Mulher, definiu o objetivo dessa iniciativa, que começou a delinear a participação no Congresso Mundial de Engenheiros de 2008 (WEC 2008, de World Enginnering Convention), na tarde de ontem, dentro da 63ª. Semana Oficial da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia (SOEAA).

As palavras da engenheira foram endossadas pelo presidente do Confea, eng. Marcos Túlio de Melo, que lembrou já constar no seu programa de trabalho, quando ainda candidato, a retomada da perspectiva do Grupo de Trabalho (GT) Mulher para a organização de gênero dentro do Sistema Profissional.

Ele disse que pesquisa realizada revelou aumento significativo da participação feminina nos cursos da área tecnológica. “Em arquitetura, por exemplo, já é maioria”, disse. Mas enfatizou que o Fórum não deve se limitar só a organização da participação na WEC 2008, e sugeriu a estruturação de GTs Mulher em cada um dos Creas.

Antes de encerrar seu pronunciamento de abertura do Fórum, Marcos Túlio saudou especialmente as representantes de entidades nacionais de engenharia na CIAM dos países que compõem o Mercosul Paraguai, Uruguai e Argentina, presentes no Fórum.

Tecnologia Solidária – A presidente do Crea-DF, enga. Lélia Barbosa de Sousa Sá, também reforçou o conteúdo da abertura feito por Higina: “Estamos aqui para transformar este mundo num mundo melhor”, disse, antes de apresentar o projeto Tecnologia Solidária. A iniciativa visa proporcionar a formação de mulheres multiplicadoras junto à sociedade nas ações de melhoria da qualidade de vida das regiões urbanas e rurais. Projetos selecionados, com este fim, serão premiados nas duas próximas SOEAAs e apresentados na WEC 2008.

Lia de Sá, “seu nome de paz”, como enfatizou, fez um resgate histórico do tema, lembrando o primeiro GT Mulher (1985), a reativação do mesmo em 1997 e a edição do livro \”A Mulher da Área Tecnológica no Brasil\”, em 1999. Falou ainda dos dois primeiros Fóruns da Mulher, realizados nas SOEAAs de 2004 e 2005. E de projetos desenvolvidos por profissionais como o da arquiteta Diane da Mota \”Modelo Inovador da Urbanização\”.

Políticas Públicas – A enga. Alméria Carniato, da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), falou sobre a engenharia, arquitetura e agronomia como políticas públicas universais. “Devemos considerar nestes projetos o papel social da engenharia no contexto da inclusão social”, disse.

Alméria ressaltou que dentro desses projetos existem demandas específicas relacionadas à Mulher, como por exemplo: construção de creches, acessibilidade, dupla jornada, entre outros assuntos. “Nenhum projeto de desenvolvimento sustentável de nação tem legitimidade se a questão da Mulher não for tratadas como um projeto de desenvolvimento humano”, enfatizou

Participação diversificada – Outra palestrante do fórum foi a socióloga Maria Rosa, que trouxe para o debate uma série de dados sobre ensino tecnológico e gênero que revelam a participação diversificada da Mulher por tipos de cursos da área tecnológica. Os dados confirmam o resultado da pesquisa, mencionado pelo presidente do Confea, de que os cursos de arquitetura hoje contam com maioria feminina.

Outro curso que já exibe perfil bem feminino é de engenharia de alimentos. Nos cursos de tecnólogos as mulheres tem participação de 20%. Em engenharia, 23%. Porém nos cursos da área industrial, como mecânica, por exemplo, a participação inda é muito pequena. “Deixo para vocês o desafio sobre o que fazer para mudar este quadro”, disse a socióloga.