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Acesso em 27/06/2022 às 01h55.

Confea é contra a contratação maciça de chineses para trabalhar no Brasil

4 de abril de 2007, às 3h23 - Tempo de leitura aproximado: 1 minuto

O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) está assumindo posição contrária à contratação de cerca de 600 profissionais chineses para trabalhar no Brasil. A postura foi adotada durante a reunião de seu plenário no mês de março. A maioria dos profissionais são engenheiros e técnicos que chegam ao país para trabalhar na construção da fábrica Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), no Rio de Janeiro.

Para o Confea, os engenheiros brasileiros estão aptos tecnicamente para projetar e executar o projeto. Além disso, são totalmente capazes de implantar e manter o funcionamento da fábrica que vai produzir coque – uma das matéria-prima para a produção do aço. Desse modo, o Confea está solicitando rigor redobrado do Ministério do Trabalho e Emprego na análise dos pedidos para autorização de uso de mão-de-obra estrangeira no país.

Desta forma, o Conselho Federal reforça a posição do CREA/RJ junto ao Ministério Público do Trabalho contra a contratação dos chineses de forma ilegal. De acordo com o Confea, após a obtenção do visto do Ministério, os profissionais deverão se registrar no CREA-RJ, como determina a legislação vigente.

De acordo com informações da empresa estatal China International Trust & Investiment Corporation, a contratação dos chineses é justificada pela nova tecnologia empregada e desenvolvida naquele país. O Confea contesta, alegando que o argumento utilizado pela empresa é falho, haja vista que a Companhia Siderúrgica de Tubarão, em Vitória (ES), utiliza a mesma tecnologia, originária na Austrália, operada por engenheiros brasileiros.