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Acesso em 04/10/2022 às 10h21.

Eletricitários lutam por reajuste salarial na Cosern

18 de dezembro de 2007, às 1h42 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

Sem avançar muito nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho dos funcionários da Cosern, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Energética e Prestadoras de Serviço do Rio Grande do Norte (Sintern) fez ontem pela manhã um ato público em frente à sede da Companhia de Energia Elétrica do Estado que reuniu em torno de cem pessoas.

Eles chamaram o movimento de ‘‘1º Carnanada’’, alegando que ‘‘nada’’ do que eles reivindicam estão sendo atendidos na mesa de negociação, que começou no final de outubro e até agora não saiu do lugar. A categoria rejeitou a proposta da Cosern, de reajustar o salário em 4,39%, já que pedem 10% e agora está aguardando uma decisão por parte da empresa. No final da manifestação ficou decidido que se até a quarta-feira da semana que vem as negociações não forem retomadas, haverá uma assembléia geral e o indicativo de greve será deflagrado.

De acordo com o presidente do Sintern, José Fernandes, a categoria dos eletricitários do Estado, juntamente com as da Bahia e Pernambuco, além do percentual de reajuste, eles querem também vale alimentação no valor de R$ 18,50 e um abono natalino de R$ 2.500. Enquanto que a empresa quer retirar benefícios conquistados desde o edital de privatização, como o Prêmio Aposentadoria e a ajuda de lazer aos funcionários, referente a R$ 13.500 mensais utilizados para a manutenção do Clube Cosern de Natal e Mossoró. ‘‘Numa tentativa de esvaziar o movimento, a Diretoria mandou eletricistas para o interior. Também instalaram câmeras pelo pátio, para vigiarem aqueles que vêm se manifestar e depois fazer perseguições e constranger os manifestantes’’, denunciava o presidente do Sintern.

Segundo José Fernandes de 1995 – ano da privatização – até 2007, o reajuste tarifário chegou a cerca de 300%, enquanto que o reajuste salarial não ultrapassou os 94%. O deputado Getúlio Rego (DEM), esteve presente no evento para se solidarizar com o pleito dos eletricitários. ‘‘Estou convencido de que ao invés de tirar benefícios, a empresa tem obrigação de ampliá-los. Em dez anos de atividade, a Cosern teve um lucro de R$ 700 milhões, acima do valor da compra, e além do mais, o acionista majoritário é a Fundação de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, que tem, obrigatoriamente, que ter uma sensibilidade social’’, argumentou o parlamentar, adiantando que quando os trabalhos da Assembléia Legislativa voltarem, em fevereiro de 2008, vai sugerir uma discussão sobre a relação da Cosern e seus funcionários.

Ainda não há previsão se terá ou não uma greve mas, caso isso venha acontecer, os serviços oferecidos pela Cosern como entrega de recibos, leitura e corte ficam comprometidos, já que apenas 30% dos cerca de 725 trabalhadores manteriam as atividades. O Gerente de Comunicação da Cosern, Edmar Viana, disse que a Diretoria da Cosern não iria se pronunciar sobre a manifestação, já que essa negociação era interna, e acrescentou que o trabalho está ocorrendo ‘‘normalmente’’ e a manifestação estava sendo feita por aposentados e membros da diretoria do Sintern.

Fonte: Diário de Natal