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Acesso em 04/10/2022 às 11h40.

HOJE É O DIA DO ENGENHEIRO DE MINAS

10 de julho de 2008, às 10h35 - Tempo de leitura aproximado: 2 minutos

Engenharia de Minas: profissão em alta

No Brasil nove faculdades oferecem o curso de Engenharia de Minas. Cerca
de cem geólogos são formados por ano, mas apenas 60% seguem a carreira.
O número é insuficiente para atender o mercado de trabalho que vem
crescendo, especialmente estimulado em 2007, quando o PIB alcançou 5,2%.

Para atender a demanda, quatro faculdades devem ser criadas até 2011,
informa Vicente Lucena de Oliveira, presidente da Federação das
Associações de Minas do Brasil (Faemi).

\”O setor mineral serve de base para a grande maioria das atividades, com
o PAC em andamento e o país atravessando um bom momento econômico, temos
perspectivas de chamar a atenção do jovem em idade de vestibular,
atraído por boas ofertas de trabalho\”, diz Vicente. Para ele, as boas
perspectivas são motivo de comemoração no próximo dia 10 de Julho, Dia
do Engenheiro de Minas. \”Vivemos um problema inédito com a falta de
profissionais. O setor mineral está intrinsecamente ligado ao
fornecimento de matéria-prima e serviço a construção civil, estas obras
indiretamente atingem a nossa atividade\”.

Os cerca de três mil engenheiros de minas registrados no Sistema
Confea/Crea saíram das faculdades públicas de Campina Grande-PB (UFCG);
Recife-PE (UFPE); Salvador-BA (UFBA); Belo Horizonte-MG (UFMG), Ouro
Preto-MG (UFOP); São Paulo-SP (USP); Porto Alegre-RS (UFRS); MarabáPA
(UFPA) e Conselheiro Lafayete-MG (UNIPAC), única particular.

Os recém formados encontram salários que giram em torno dos R$ 2.600,00.
O salário médio é de R$ 5.000,00 e as empresas privadas de porte médio
são as maiores empregadoras.

Vicente acredita que as oportunidades no mercado de trabalho aliadas a
uma boa divulgação do curso podem ajudar a despertar interesse pela
área. Ele defende a elaboração de um plano de ação a ser executado por
entidades de classe junto às escolas de ensino médio para promover um
maior conhecimento dos jovens sobre o setor mineral, o curso de
engenharia de minas e o exercício da profissão.

Os estados do Norte, onde é grande o potencial mineral, concentra a
maioria dos engenheiros de minas. Mas a ligação com a indústria da
construção civil, a prestação de consultorias mineral e ambiental
provoca uma concentração de profissionais nos centros urbanos o que
resulta no desequilíbrio vivenciado no interior e em todas as regiões do
país.

Em função da grande diversidade de bens minerais, suas formas e
ocorrência na natureza, a profissão do engenheiro de minas envolve
pesquisa, lavra e beneficiamento de minerais. Mas o profissional pode
exercer atividades ligadas ao meio ambiente, à economia mineral e aos
serviços diretos da construção civil como abertura de túneis, corte de
estradas, estabilidade de taludes, escavações em rocha, demolição e
implosão, por exemplo. A geofísica, a locação e perfuração de poços de
pequenas e grandes profundidades e lavra de petróleo também são opções
que oferecem boas perspectivas para o engenheiro de minas.

Campina Grande-PB (UFCG); Recife-PE (UFPE); Salvador-BA (UFBA) no
Nordeste; Belo Horizonte-MG (UFMG), Ouro Preto-MG (UFOP), Conselheiro
Lafayete-MG (UNIPAC) e São Paulo-SP (USP) no Sudeste; Porto Alegre-RS
(UFRS) no Sul e Marabá-PA (UFPA), no Norte, são as cidades que oferecem o
curso.

*Maria Helena de Carvalho – Equipe de Comunicação do Confea