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Acesso em 29/11/2022 às 15h05.

FALTA CIMENTO NO MERCADO

22 de outubro de 2008, às 5h21 - Tempo de leitura aproximado: 1 minuto

Ainda falta cimento no mercado. É essa a constatação da construção civil e de varejistas que estão encontrando dificuldades para estocar o produto. Com o aquecimento do mercado imobiliário nos últimos anos, a demanda pelo material tem crescido gradativamente, além da renda da população que animada pela estabilidade econômica tem se proposto a construir e reformar.

No entanto, um outro fator é encarado como responsável pela ausência do produto nas prateleiras de armazéns e lojas direcionadas ao setor: as obras em execução do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), instituídas pelo Governo Federal. De acordo com o gerente de compras de um armazém que comercializa no varejo o produto, Aldemir Ferreira, \”a procura continua maior que a oferta e as cimenteiras estão alegando que não tem o produto disponível, porque precisam destinar um percentual da produção para a duplicação das rodovias federais\”, destacando as obras do PAC.
Aldemir Ferreira conta que no estabelecimento que trabalha, já chegaram a passar 20 dias sem o produto, mas agora começa a chegar de forma gradativa. \”Houve períodos em que o saco de cimento com 50 kg era comercializado por R$ 24,90 e hoje está a R$ 22,90\”. O produto antes desse período de escassez era comercializado a R$ 20,90. Aldemir Ferreira disse que vendem mensalmente uma média de 3 mil sacos.

Para o engenheiro civil e membro do Conselho Gestor da Cooperativa da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Coopercom-RN) Adalberto Albuquerque, \”as cimenteiras estão operando na capacidade máxima, em função das obras federais e não podem atender como antigamente\”. Ele também acredita na possibilidade de um \”realinhamento de preços\”, uma vez que, se anuncia a abertura de novas cimenteiras no país, como por exemplo, o anúncio de duas novas fábricas a serem instaladas no RN, que só na construção civil local, tem um consumo mensal de aproximadamente 50 mil sacos do produto.

Fonte: Jornal de Hoje