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Acesso em 03/12/2022 às 22h41.

REELEITO, MARCOS TÚLIO DE MELO ASSUME A PRESIDÊNCIA DO CONFEA EM BRASÍLIA

12 de fevereiro de 2009, às 12h19 - Tempo de leitura aproximado: 3 minutos

Cerca de 600 pessoas participaram da cerimônia que também registrou a posse de sete conselheiros federais, e de Francisco Machado, na presidência do Crea-DF.

A exemplo do que ocorreu em 2006, quando tomou posse de seu primeiro mandato, o engenheiro civil Marcos Túlio de Melo, tornou a lotar o auditório Petrônio Portela, do Senado, na noite de ontem, durante a solenidade que marcou a posse do segundo mandato como presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia(Confea).

Saudado como “líder” pelo senador Marcelo Crivella ( /RJ) – para quem Túlio de Melo “faz uma peregrinação incansável no Congresso defendendo projetos de lei de interesse da área tecnológica” -, o presidente do Confea se emocionou diversas vezes durante a solenidade que marcou também a posse do eng. mec. e de segurança do trabalho, Francisco Machado, na presidência do Crea-DF e de sete conselheiros federais – e seus suplentes – que renovam 1/3 do plenário do Conselho.

Em seu discurso, interrompido três vezes por aplausos, Túlio de Melo assumiu compromissos como o de integrar um Sistema Confea/Crea solidário, ético e participativo. E defendeu mais investimentos em educação afirmando que “devemos exportar tecnologia e não matéria-prima bruta”.

Continuar a ação parlamentar que, a cada quatro meses, leva lideranças da área tecnológica ao Congresso para acompanhar e defender agilidade do trâmite de projetos de lei no Congresso Nacional, foi outro dos compromissos do presidente do Confea, eleito em junho de 2008 com 70% dos votos em 24 estados da federação, para o triênio 2009/11.

“O futuro é nossa matéria-prima”

Para um auditório atento, Túlio de Melo historiou sua formação profissional, política e sua trajetória dentro do Sistema – conselheiro federal, duas vezes presidente do Crea-MG e duas do Confea.

Ao lembrar os 75 anos do Sistema comemorados em 2008, sugeriu um olhar para o passado “para entendermos o presente” que, segundo ele, “guarda pegadas do futuro” e indagou:

– Que Brasil teremos em 2033, quando o Sistema completará 100 anos de atuação? Os então líderes estarão se perguntando: que contribuições demos para chegarmos até aqui?

O presidente do Confea criticou as administrações do país que nos últimos 30 anos não desenvolveram um projeto de nação o que, segundo ele, “levou à perda da cultura técnica e de planejamento o que resulta atualmente na carência de profissionais habilitados e na ausência de bons projetos, principalmente para a infraestrutura nacional”

“O futuro é nossa matéria-prima”, afirmou ao defender um desenvolvimento sustentável para o país e a participação cada vez mais significativa da área tecnológica no domínio do conhecimento, determinante para o poder de uma nação.

Engenharia: profissão e responsabilidade social

Francisco Machado, presidente do Crea-DF, por sua vez, defendeu “unidade, vontade política e gestão pública eficiente para valorizar os profissionais e tornar o Sistema Confea/Crea reconhecido pela sociedade”.

Para ele, o Sistema deve iniciar, imediatamente, um movimento que reúna profissionais na elaboração de um documento com propostas que devem refletir o pensamento da área tecnológica comprometida com o desenvolvimento. Ele propôs que “esse documento seja entregue aos candidatos a governador e presidente da República nas próximas eleições”
Os conselheiros empossados foram representados na fala de José Luiz Menezes, arquiteto, do Crea-PE: “
Cerca de 600 pessoas entre parlamentares, profissionais, empresários, presidentes de entidades nacionais como João Suplicy, do IAB e Paulo Simão da Cbic, e prefeitos, como José Porfírio, de Pará de Minas marcaram presença na cerimônia.

O deputado federal Zezeu Ribeiro (PT-BA) – autor do projeto que tornado lei garante assistência técnica gratuita para construção de casas populares, o que deve abrir mercado de trabalho para engenheiros, agrônomos e arquitetos -, afirmou que a lei “resgata o papel social das profissões reunidas pelo Sistema Confea/Crea”. Para ele, a continuidade da parceria com o Confea será fundamental para a regulamentação da lei.
Maria Helena de Carvalho
Equipe GCO/Confea