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Acesso em 27/06/2022 às 02h57.

FALTA DE VIGA PODE TER CAUSADO ACIDENTE NO RODOANEL EM SÂO PAULO

17 de novembro de 2009, às 11h48 - Tempo de leitura aproximado: 1 minuto

A colocação de apenas quatro das cinco vigas de sustentação da estrutura do Rodoanel Mário Covas, em São Paulo, foi apontada como uma provável hipótese da causa do desabamento sob a Rodovia Régis Bittencourt, na última sexta-feira, 13. A afirmação foi feita na tarde desta segunda, 16, pelo presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de São Paulo (Crea-SP), José Tadeu da Silva. Três pessoas ficaram feridas no acidente.

Segundo o presidente, que também é engenheiro civil,em cerca de 15 dias, um laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) pode comprovar o que houve. \\\”Esse tipo de estrutura exige que se coloque as cinco vigas simultaneamente. Colocar quatro, sem avaliar as consequências, pode ter sido o erro ou a falha na construção da estrutura\\\”, explicou Silva. O CREA-SP é o órgão que tem obrigação de fiscalizar e, neste caso, apontar as causas do acidente.

\\\”O Rodoanel tem mais de duas mil peças iguais as essas, por isso, é provável que a falha tenha sido na colocação e não na peça pré-moldada.\\\” Uma das cinco vigas quebrou quando estava sendo levada para o local, e resultou na colocação de apenas quatro. \\\”Vamos apurar também quem deu a ordem de colocar apenas quatro, quando o recomendável são cinco.\\\”

Silva ressalta que o projeto determina – o que já foi feito em todo o Rodoanel – que se coloque três vigas na sustentação central e duas nas laterais. \\\”Quando você fica sem uma dessas peças de 85 toneladas cada, o efeito pode ser a desestabilização.\\\”

Outro ponto importante ressaltado pelo engenheiro civil é que as vigas têm de ser instaladas juntas; depois deve ser colocada a peça que será a pista de rolagem e no final é feita uma espécie de amarração com cabos de aço. \\\”Essas etapas têm de seguir essa ordem e a amarração impede que haja deslocamento. Se não se obedece todas as etapas, há risco de falhas e acidentes.\\\”

Fonte: O Estado de SP – Maíra Teixeira, da Central de Notícias